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Caso Arthur: após trabalho dos bombeiros, notícia é confirmada, ele n… Ler mais

O desaparecimento do pequeno Arthur da Rosa Carneiro, de apenas dois anos, tem comovido os moradores de Tibagi, nos Campos Gerais do Paraná, e mobilizado uma grande operação de busca que já dura cinco dias. Desde a última quinta-feira (9), quando o menino sumiu de dentro de casa sem que ninguém percebesse, equipes do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, voluntários e moradores da região se unem em uma corrida contra o tempo para tentar encontrá-lo. A esperança, embora abalada pelo passar dos dias, ainda permanece viva entre familiares e socorristas.

As buscas foram retomadas às 8h da manhã desta segunda-feira (13), após um domingo intenso de trabalho que terminou às 18h30, sem novas pistas sobre o paradeiro da criança. O ponto central da operação segue sendo o trecho do rio Tibagi, onde uma mamadeira de Arthur foi encontrada. O local fica a cerca de 500 metros da casa da família, e desde então, o rio tem sido o principal foco dos mergulhadores e das equipes especializadas em resgate aquático.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o trabalho no rio é minucioso e desafiador. As chuvas recentes aumentaram o volume da água e reduziram a visibilidade, tornando o processo ainda mais delicado. Mergulhadores do Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST), vindos de Curitiba, realizam varreduras em ambas as margens do rio, cobrindo um trecho de aproximadamente 300 metros. Paralelamente, drones equipados com câmeras térmicas fazem sobrevoos na região, enquanto cães farejadores auxiliam nas buscas em áreas de mata próximas à residência.

A tensão cresce a cada hora. Familiares relatam que Arthur desapareceu por volta das 10h da manhã de quinta-feira, quando estava brincando dentro de casa. A mãe, ao perceber o silêncio repentino, começou a procurá-lo, mas o menino já não estava mais lá. As portas estavam abertas e, a poucos metros da propriedade, começa uma trilha que leva até o rio. Essa é a principal linha de investigação das equipes, que trabalham com a hipótese de que a criança possa ter seguido em direção à água.

Moradores da comunidade rural onde a família vive também se juntaram à busca, usando barcos pequenos e varas improvisadas para vasculhar trechos do rio. O clima de solidariedade e angústia tomou conta da cidade, que acompanha cada nova atualização com o coração apertado. Nas redes sociais, mensagens de apoio à família e pedidos de orações se multiplicam, transformando o caso em um símbolo de união e esperança. “Não vamos desistir até encontrar o Arthur”, escreveu um voluntário em uma publicação que viralizou neste domingo.

As autoridades locais destacam que todos os recursos disponíveis estão sendo utilizados. Além do efetivo do Corpo de Bombeiros, a operação conta com o apoio de drones de alta tecnologia, barcos infláveis e equipamentos de sonar subaquático capazes de detectar objetos ou corpos em áreas de difícil acesso. O trabalho é coordenado com extremo cuidado, respeitando as condições climáticas e o terreno irregular, que exige prudência redobrada.

Enquanto as buscas seguem intensas, o caso levanta também uma reflexão sobre a importância da vigilância com crianças pequenas em áreas rurais e próximas a cursos d’água. A comoção gerada pelo desaparecimento do menino Arthur ultrapassa as fronteiras de Tibagi e se espalha por todo o Paraná, onde centenas de pessoas acompanham o caso com esperança de um desfecho positivo. Cada novo amanhecer traz a mesma pergunta: onde está Arthur? E é essa pergunta que, por ora, move uma cidade inteira, unida pela fé, pela solidariedade e pela incansável vontade de reencontrar um menino de apenas dois anos que, sem saber, tocou o coração de todo o Brasil.

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